Clínica de Vitiligo
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Tratamentos

Há diversos tratamentos clínicos e cirúrgicos disponíveis para vitiligo. Cada um tem suas indicações, contra-indicações e efeitos colaterais.

Os principais objetivos do tratamento são: impedir o crescimento das manchas e repigmentar e evitar novos ciclos de piora.

Para determinar o melhor tratamento para o paciente é importante definir: tipo de vitiligo, evolução da doença, tratamentos já realizados e resposta a esses tratamentos, capacidade de melhora de cada mancha.

A avaliação das manchas nos permite determinar a capacidade de pigmentação de cada área acometida. A partir de um exame minucioso podemos definir se a linha de tratamento a ser adotada será clinica ou cirúrgica.

Fundamental para o sucesso é tratar as manchas o mais rápido possível com tratamentos que tenha eficácia comprovada cientificamente. As manchas surgem por morte dos melanócitos, portanto, quanto mais rápido o início do tratamento maior a chance de impedir a destruição celular e recuperar a cor.

Há outros tratamentos medicamentosos propostos, mas cuja eficácia não foi comprovada por estudos científicos controlados. O mais comumente utilizado é a melagenina, que não apresenta ação superior ao placebo no tratamento do vitiligo.

TRATAMENTO CLíNICO

Entre os tratamentos clínicos há opções como corticoterapia oral, tópica e intra-lesional, imunomoduladores e fototerapia.
TÓPICOS
O medicamento mais utilizado para tratamento do vitiligo é o corticóide tópico. O motivo para utilizarmos os corticóides é tentar impedir que células de defesa destruam os melanócitos. Além de impedirem a destruição celular, os corticoides tópicos também auxiliam na repigmentação. Podem ocasionar efeitos colaterais importantes portanto devem ser utilizados apenas sob orientação médica.
ORAL
Corticóides podem ser utilizados por via oral para pacientes com vitiligo extenso e em progressão.
INTRA-LESIONAL
A injeção de medicamentos tem se mostrado bastante eficaz. Atua na estabilização das manchas e pigmentação inclusive de áreas de difícil controle como mãos e dedos.
IMUNOMODULADORES
Imunomoduladores tópicos foram inicialmente indicados apenas para dermatite atópica, no entanto, diversos estudos mostraram que são bastante eficazes no tratamento do vitiligo. Agem de diversas formas, alterando a resposta imune contra os melanócitos e levando à produção de fatores de crescimento pelos queratinócitos. Estes fatores de crescimento estimulam a multiplicação dos melanócitos e a repigmentação da pele. Apresentam poucos efeitos colaterais. Infelizmente funcionam apenas em áreas específicas do corpo.
FOTOTERAPIA
A modalidade mais moderna de Fototerapia é a que utiliza ultravioleta B de banda estreita ou UVB narrow-band (UVB NB). As vantagens são: pode ser feito em crianças e gestantes, ausência de efeitos sistêmicos por dispensar uso de medicamento orai, menor dano à pele, diminuindo o risco de envelhecimento precoce e catarata.
PUVA é uma modalidade de fototerapia que utiliza medicamentos fotossensibilizantes (Psoralenos) com a finalidade de potencializar a radiação ultravioleta A (UVA). O medicamento pode ser utilizado por via tópica ou oral. Esses medicamentos deixam a pele mais sensível a radiação e podem causar queimaduras. Podem causar alterações hepáticas, gástricas e oculares quando usados por via oral. Devem ser sempre feitos sob supervisão médica. Indicados para casos de vitiligo mais extenso.
A fototerapia pode ser realizada em cabines de fototerapia, com aparelhos portáteis em casa ou utilizando a própria luz do sol. Aparelhos portáteis facilitam o tratamento pois podem ser usados em casa e apenas nos locais onde há manchas.
O laser de UVB, cujo nome comercial é X-Trac, pode ser realizado em clínicas e é aplicado apenas nas manchas. Não apresenta taxa de repigmentação superior a outras modalidades de fototerapia e a taxa de recidiva é semelhante as demais terapias.

TRATAMENTO CIRúRGICO

O tratamento cirúrgico para vitiligo consiste no transplante de melanócitos. Há diversas modalidades e as mais utilizadas são o micro-punch, o enxerto através de bolha por sucção, o enxerto de pele obtida por dermátomo, a suspensão epidérmica e a cultura de células. O transplante de melanócitos é indicado nos casos em que não há capacidade de pigmentação com os tratamentos clínicos. O resultado é excelente quando bem indicado.